
A crítica de hoje é do Zumbi Branco, um clássico de 1932, dirigido por Victor Halperin, e com atuação emblemática, petrificante e hipnótica de Béla Lugosi, e também, da esbelta atriz Madge Bellamy.
Título original: White Zombie (no Brasil Zumbi Branco ou Zumbi, A Legião dos Mortos | Lançamento: 4 de Agosto de 1932 (Estados Unidos); 31 de Outubro de 1932 (Brasil) | Direção: Victor Halperin | Cinemagografia: Artur Martinelli | Assistentes de direção: William Cody e Herbert Glazer | | Roteiro: Garnett Weston, Garnett Weston (diálogos) | Produtores: Edward Halperin e Phil Goldstone (não creditado) | Efeitos Especiais: Harold Anderson | Engenheiro de Som: L.E. Clark | Maquiagem: Jack P. Pierce e Carl Axcelle | Música original: Guy Bevier Williams and Xavier Cugat | Estrelando: Béla Lugosi, Madge Bellamy, Joseph Cawthorn | Duração: 69 min.; 67 min (restauração); 85 min (Ontario) | Orçamento: 50 mil dólares (estimado) | Língua: Inglês americano | Tipo: Preto e Branco | Local de filmagem: Washington Boulevard, Cidade de Culver, California, Estados Unidos roduction Company: Amusement Securities Co., Ltd. | Distribuição: United Arts | Registro de direitos autorais: (Copyright Number) LP3357, 1º de Agosto de 1932

Baseado numa obra literária de William B. Seabrock, o The Magic Island, de 1929, — que já na época continha os primeiros relatos sobre o tal voodoo haitiano e seus rituais de feitiçaria.
Zumbi Branco é um filme que divide opiniões, muita gente acha que não é bom, que é superestimado, já outros consideram um filme obrigatório para fãs do gênero de Terror.
Muito dessa crítica (pelo menos que vi dos brasileiros) é por uma incompreensão de linguagem, o filme é brilhante mas vem de uma época de cinema antigo em que era extremamente diferente, a atuação era bem mais teatral e sem se falar na drástica diferença de estilo.
O olhar insano de Lugosi, muito memorável (e é até hoje), com os closes de câmera insistentes em seu olhar penetrante foi reutilizado em uma sequência desprestigiada e de menor bem sucesso, A Revolta dos Zumbis (1936), de mesmo diretor, Victor Halperin. Curiosamente, Lugosi não atua em nenhuma cena desta continuação.

O filme foi produzido no começo do ano de 1932, pelos Halperins, irmãos Edward e Victor que trabalhavam em colaboração, produzindo alguns filmes independentes de baixo orçamento nos anos 30. Eles arrendaram um espaço de ocupação da Universal Studios para filmar (o que ainda era intitulado Zombie).
Zumbi Branco fez escola no Terror com a seu estilo de zumbis haitianos.
Alguns outros filmes depois, na mesma década beberam da fonte deste
clássico, tanto quanto filmes de pessoas retornando dos mortos e suas
mitologias.
Entre eles: O Castelo Sinistro (1940), O Rei dos Zumbis (1941), A Morta-Viva (1943), e Epidemia de Zumbis (1966). Estes são exemplos perfeitos de filmes contendo elementos do Zumbi Branco tal como: os olhares de enfeitiço, o elemento de ritual de voodo e suas batidas rítmicas em zabumbas, e sobre o típico manual de como dominar zumbis. Aliás, olhar que lembra muito o do clássico Drácula (1931 – lançado um ano antes).
Victor Halperin se aposentou como diretor oficialmente em 1942.

O White Zombie foi filmado em 11 dias, no mês de Março de 1932 e fora filmado e produzido nos lotes dos estúdios da Universal Studios, e as cenas filmadas no Cânion Bronson (em Los Angeles) foram feitas num orçamento tão curto que precisou-se fazer tudo em uma só noite.
Fora os atores Béla Lugosi e Joseph Cawthorn, a maioria do elenco do filme eram atores cuja fama não era mais a mesma desde o começo da era pós cinema mudo.
Pelo tempo em que Lugosi atuou no filme, ele já havia se tornado popular com o público contemporâneo depois de estrelado no Drácula. As fontes divergem sobre o cachê pago a Lugosi no Zumbi Branco. Afirma-se que seja algo entorno de 500 a 900 dólares.
Já Richard Sheffield, que era um amigo próximo em meados de '50 descreveu seu retorno financeiro, 5000 dólares nas declarações fiscais.
O elenco e equipe técnica reagiu de formas diversas a presença de Lugosi no set. Madge Bellamy
relembrou sua colaboração com Lugosi de maneira positiva, declarando
que ele era muito simpático, sempre beijada sua mão de manhã, quando
eles iam para o set de filmagens. Em contraste, o assistente de câmera Enzo Martinelli relembrou as filmagens dizendo "Lugosi não fazia realmente o tipo amigável".
FONTES E DADOS: IMDB
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